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quarta-feira, agosto 19, 2009
Aviso aos navegantes.
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Caputino Quaresma
às
5:27 AM
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Opiniões dos Indigentes
segunda-feira, abril 13, 2009
Imitações de vida.
Imitações de vida.
Da sarjeta do esgoto ao alto escalão
Levando vidas avarentas,
Lutando pela diferença de ser igual aos outros
É um sentimento suicida miserável ininteligível e não consumado.
Angustia expressa em palavras e contradições,
percepções fragmentadas, comparações,
vazios de percepção, lágrimas rubras no pulso
ulceras na alma e silêncio descontente.
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Caputino Quaresma
às
3:25 AM
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Opiniões dos Indigentes
Espíritos torpes
Espíritos torpes
Almas desfiguradas
numa dança.
Atraem-me como moscas no mel.
não existem formigas ou cigarras.
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Caputino Quaresma
às
3:24 AM
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Opiniões dos Indigentes
terça-feira, maio 20, 2008
Contrastes

De noite as luzes iluminam
A cidade e contrastam
Com nossos corações sem iluminação.
Criaturas que devíamos dominar nos dominam
E vícios que escondemos afloram
Como estigmas e pus.
E todas as coisas efêmeras, abstratas,
Imóveis e estéreis
São mais reais e vivas do que
A pessoa solitária no frio
Ou a rosa que cresce em meio aos automóveis
Postado por
Caputino Quaresma
às
3:05 AM
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Homem de preto
Feri a mim mesmo hoje
Para ver se ainda sinto dor
Ainda me lembro
É a única coisa real.
Uso essa coroa de espinhos
Em um trono de mentiras
Pensamentos despedaçados
Não posso consertar as manchas do tempo
Os sentimentos desaparecem
O que eu me tornei, doce amigo?
Todos que conheço
Vão embora ao final.
Um império sujo, um legado
Eu vou fazer você sofrer
Por que feri a mim mesmo hoje
Para ver se ainda sinto dor
Se pudesse começar de novo
Milhões de quilômetros longe daqui
Poderia encontrar um caminho
Que não fosse tão solitário.
Vestido de preto, procuro
Uma amante, minha mente
Minha alma, meu coração
Procuro arco-íris na escuridão
Até lá, percorro o caminho solitário
Ferindo a mim mesmo com agulhas
Para sentir-me vivo sentindo dor
Vestindo preto em um luto paradoxal
À espera do arco-íris vou tentar
Tirar um pouco de escuridão de minhas costas
Mas até que tudo comece a brilhar
Brincarei de ser o homem de preto.
Postado por
Caputino Quaresma
às
3:01 AM
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