quarta-feira, agosto 19, 2009

Aviso aos navegantes.

Este blog será desativado por um tempo. Não sei quando ou se um dia voltarei a postar poesias por aqui. Por enquanto, se você quiser acompanhar o que ando escrevendo pode encontrar nestes links abaixo. Obrigado a todas as almas perdidas que pousaram por aqui.


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segunda-feira, abril 13, 2009

Imitações de vida.

Imitações de vida.


Da sarjeta do esgoto ao alto escalão
Levando vidas avarentas,
Lutando pela diferença de ser igual aos outros
É um sentimento suicida miserável ininteligível e não consumado.

Angustia expressa em palavras e contradições,
percepções fragmentadas, comparações,
vazios de percepção, lágrimas rubras no pulso
ulceras na alma e silêncio descontente.

Espíritos torpes

Espíritos torpes

Almas desfiguradas
numa dança.
Atraem-me como moscas no mel.
não existem formigas ou cigarras.

terça-feira, maio 20, 2008

Contrastes




De noite as luzes iluminam
A cidade e contrastam
Com nossos corações sem iluminação.
Criaturas que devíamos dominar nos dominam
E vícios que escondemos afloram
Como estigmas e pus.

E todas as coisas efêmeras, abstratas,
Imóveis e estéreis
São mais reais e vivas do que
A pessoa solitária no frio
Ou a rosa que cresce em meio aos automóveis

Homem de preto











Feri a mim mesmo hoje
Para ver se ainda sinto dor
Ainda me lembro
É a única coisa real.

Uso essa coroa de espinhos
Em um trono de mentiras
Pensamentos despedaçados
Não posso consertar as manchas do tempo

Os sentimentos desaparecem
O que eu me tornei, doce amigo?
Todos que conheço
Vão embora ao final.

Um império sujo, um legado
Eu vou fazer você sofrer
Por que feri a mim mesmo hoje
Para ver se ainda sinto dor

Se pudesse começar de novo
Milhões de quilômetros longe daqui
Poderia encontrar um caminho
Que não fosse tão solitário.

Vestido de preto, procuro
Uma amante, minha mente
Minha alma, meu coração
Procuro arco-íris na escuridão

Até lá, percorro o caminho solitário
Ferindo a mim mesmo com agulhas
Para sentir-me vivo sentindo dor
Vestindo preto em um luto paradoxal

À espera do arco-íris vou tentar
Tirar um pouco de escuridão de minhas costas
Mas até que tudo comece a brilhar
Brincarei de ser o homem de preto.